Os médicos diagnosticam o caso como sendo uma infeção de “covid de cauda longa”, uma reação ao vírus que só acontece a algumas pessoas. No início de março, a britânica Monique Jackson começou a ter sintomas ligeiros, mas que nunca melhoraram com o passar dos meses.

De mulher ativa e extrovertida, como se considera, deixou de correr 20 quilómetros por dia, para se dedicar ao instagram e partilhar, através de ilustrações que faz, os sintomas de que tem sido vítima dia após dia.

Através das publicações na rede social, relaciona-se com outras pessoas que passam ou já passaram pela mesma situação.  

Monique começou por ter febre e dificuldades respiratórias, mas não terá realizado logo o teste, porque no Reino Unido só os casos considerados mais graves eram testados e os bombeiros tinham-lhe dito que estava a sofrer um ataque de pânico.

Começou por se auto medicar, com remédios naturais e ao fim de duas semanas, alguns sintomas tinham desaparecido, mas novos tinham surgido, como por exemplo ardor no peito e na garganta.

A mulher terá recorrido novamente ao serviço médico britânico, que lhe terá receitado um paracetamol. Só mais tarde se descobriu que problemas gástricos são um dos sintomas da covid-19.

Monique acabou por se afastar das redes sociais e da internet, com o intuito de evitar ler sobre os sintomas da doença. O tempo foi passando, os sintomas foram-se mantendo em constante alteração e os médicos a desvalorizar a situação.

Se eles me dissessem que eu tinha covid-19, mas não tinham ideia de como tratar, teria sido tudo bem".

Monique só terá sido testada nove semanas depois e o resultado foi negativo, o que, diz a própria, não garante que anteriormente não tenha contraído o vírus e não invalida que os sintomas sejam reais.

Neste período de tempo, Monique já mudou de casa, com receio de transmitir algo aos antigos colegas de casa e evita andar na rua.

Os médicos não sabem como ajudar doentes nesta situação. 

Redação / MS