Cientistas chineses descobriram um "monstruoso buraco negro", que, na teoria, "não devia existir" na Via Láctea, a galáxia onde está o Sistema Solar. A investigação foi feita pela Academia Chinesa das Ciências, que revelou a descoberta esta quarta-feira. Segundo o relatório científico, esta massa é cerca de 70 vezes maior do que o sol.

Localizado a 15 mil anos de luz de distância da Terra, o buraco negro foi batizado de LB-1.

Não deviam existir buracos negros desta dimensão na nossa galáxia, acreditando nos modelos atuais da evolução estelar", referiu Liu Jifeng, o chefe de equipa da investigação.

A formação de um buraco negro ocorre quando há uma grande explosão de uma estrela que está na fase de supernova. O desaparecimento dessa estrela leva à formação desta massa, que atrai tudo em redor, uma vez que a sua velocidade é maior do que qualquer outro corpo estelar.

A equipa chinesa acabou por propor algumas teorias para este fenómeno. Uma delas aponta que o LB-1 pode não ter sido formado pela explosão de apenas uma estrela. Outra das hipóteses é que este corpo seja a formação de dois pequenos buracos negros a orbitarem entre si.

O LB-1 é duas vezes maior do que o que pensávamos ser possível. Agora os teóricos vão ter o desafio de explicar a sua formação", acrescentou Liu Jifeng.

Outra teoria possível é a chamada "fallback supernova", um fenómeno que faria com que a estrela explodisse, sendo que os seus componentes regressariam à supernova inicial, formando um buraco negro. Esta hipótese nunca foi provada, mas os cientistas acreditam que esta pode ser uma boa oportunidade de "provar diretamente este processo".

Refira-se que o aparecimento de um buraco negro desta dimensão não é algo de extraordinário, uma vez que existem massas deste género bem maiores, como os buracos negros supermassivos. A novidade é o facto de este corpo surgir na nossa galáxia.