O processo de destituição do presidente dos Estados Unidos teve, esta quarta-feira, a sua primeira audição pública. As duas primeiras testemunhas foram dois diplomatas envolvidos em negociações com a Ucrânia.

William Taylor, ex-embaixador americano naquele país, testemunhou alguns episódios comprometedores para o presidente dos Estados Unidos. O diplomata revelou que Trump fez pressão para que a Ucânia investigasse Joe Biden.

O embaixador dos EUA na União Europeia disse-me que o presidente Trump lhe tinha dito que queria que o presidente da Ucrânia dissesse publicamente que a Ucrânia iria investigar a empresa Burisma, por causa da alegada interferência ucraniana nas eleições presidenciais norte-americanas, em 2016", disse William Taylor.

O embaixador em questão, Gordon Sondland, é muito próximo de Donald Trump e foi alegadamente encarregado pelo presidente para pressionar a Ucrânia a investigar a empresa Burisma, cuja administração faria parte um dos filhos de Joe Biden, o principal candidato democrata nas eleições presidenciais.

A 18 de julho, ouvi alguém do Departamento de Gestão do Orçamento a dizer que havia uma suspensão da ajuda à Ucrânia na área da segurança. Tudo o que eles podiam dizer é que a diretiva tinha vindo do presidente", acrescentou William Taylor.

Os republicanos do congresso não aceitam esta versão dos acontecimentos. Para estes, Trump não pode ser acusado de nada ilegal porque o testemunho é em segunda mão.

Estou demasiado ocupado para ver as audições. É uma caça às bruxas. É um embuste", reagiu Donald Trump.

Rolando Santos