O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) lançaram esta segunda-feira uma investigação sobre uma alegada tentativa, por parte de funcionários do serviço, de reverterem os resultados eleitorais das presidenciais que culminaram com a eleição de Joe Biden para presidente.

Segundo o inspetor-geral Michael Horowitz, a investigação vai incidir em alegações que dizem respeito à conduta de antigos e atuais funcionários daquele departamento.

Esta investigação surge no seguimento de uma notícia do New York Times, que revelou que um antigo procurador-geral adjunto, Jeffrey Clark, discutiu com Donald Trump, então presidente, um esquema em que se iria demitir o procurador-geral William Barr, na tentativa de modificar os resultados das eleições, com base nas alegações de fraude que tantas vezes foram repetidas por Donald Trump.

O líder do Partido Democrata no Senado, Chuck Schumer, fala numa tentativa de "sedição" em "conspiração".

Esta é mais uma pedra na longa investigação sobre as alegadas tentativas de Donald Trump interferir nos resultados das eleições presidenciais. A hostilidade do então presidente acabou por levar um rombo com a invasão ao Capitólio, a 6 de janeiro, ato prepetrado por apoiantes seus, e que terminou com a morte de cinco pessoas.

A agência Associated Press refere que várias pessoas que trabalharam nas eleições, em conjunto com William Barr, confirmaram que não houve quaisquer evidências de fraude.

António Guimarães