Com 16 anos, a sueca Greta Thumberg é a principal líder de um movimento global de combate às alterações climáticas. O #climatestrike já tem confirmada a adesão de 1057 locais de 89 países. 

 

O protesto é organizado por estudantes de todo o mundo e tem como reivindicações principais o fim do uso de combustíveis fósseis, que se inicie uma transição para uma energia 100% limpa e auxílio aos refugiados do clima, pessoas forçadas a sair da sua terra natal por causa das mudanças climáticas. 

Em Portugal, sete cidades já confirmaram participação no movimento de 15 de março: 

  • Braga
  • Porto
  • Coimbra
  • Leiria
  • Lisboa
  • Évora
  • Faro

 

 

A jovem de 15 anos que pôs os políticos a pensar sobre o clima

Há cerca de sete meses, em 20 de agosto de 2018, depois do verão mais quente da Suécia, com ondas e calor e incêndios, Greta decidiu ir ao Parlamento daquele país exigir que os políticos cumprissem o Acordo de Paris para redução de emissão de gases do efeito estufa.

Com uma placa com os escritos skolstrejk för klimatet (greve escolar pelo clima), ela protestou sentada ao lado do Parlamento sueco. No primeiro dia, ela sentou-se sozinha durante o período de aulas. Das 08:30 às 13:00.  “Depois do segundo dia, as pessoas começaram a se juntar a mim”, contou Thumberg ao jornal britânico The Guardian.

A jovem fez a greve até o dia das eleições nacionais na Suécia, em 9 de setembro do ano passado. 

Depois das eleições, continuou em greve sempre às sextas-feiras, o que gerou o movimento #FridaysForFuture. 

O vídeo que gravou depois do primeiro protesto já teve mais de 800 mil visualizações no Twitter. Greta apela aos estudantes para que se mobilizarem contra as alterações globais.

 

 

Filha de uma celebrada cantora de ópera (Malena Ermann) e de um ator sueco (Svante Arrenhius), a adolescente foi diagnosticada com Síndrome de Asperger há quatro anos. A consciência ambiental da menina foi despertada na escola, depois de assistir vídeos sobre as alterações climáticas, com ursos famintos e lixo no mar. Passou a pensar muito sobre a questão. Entrou em depressão e depois pensou que poderia fazer mais. Começou por convencer os pais a mudarem de atitude em relação à alimentação, ao bom uso de recursos naturais e à reciclagem. 

 

/ FM