Foi com o lema "Novos Tempos" que Carlos Moedas apresentou a sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa. No Técnico, local onde estudou Engenharia Civil, disse que Lisboa necessita de "uma grande reconstrução".

Os novos tempos vão exigir uma grande reconstrução daquilo que é a nossa cidade, não só na cultura, como no ambiente, como na parte social ou económica. Talvez uma das maiores reconstruções de que há memória, após o covid-19, será a reconstrução da nossa cidade", sublinhou, atirando que os lisboetas podem ter a certeza que podem contar consigo "para ser uma lufada de ar fresco relativamente ao que tem sido a administração socialista".

 

Não tenham dúvidas, não tenham mesmo ilusões. Estamos perante novos tempos. E muitos, incluindo aqueles que estão no poder da CML há quase 14 anos não se deram conta de que esses tempos já chegaram", afirma, lançando-se à administração Medina. 

Recordando o momento em que regressou de Bruxelas à cidade onde viveu durante mais de 30 anos, Moedas diz que a cidade foi perdendo aquilo que sentiu por dois fatores, que as grandes cidades europeias têm.

O primeiro foi que Lisboa perdeu uma certa conexão entre a cidade e as pessoas. Segundo, acho que Lisboa posicionou-se no circuito das feiras internacionais, do turismo, mas não chega. São fatores necessários, mas não suficientes. É preciso não nos concentrarmos apenas em atrair, mas em construir inovação e talento", afirma, realçando que a sua campanha tem como alicerces criar emprego sustentável e melhorar a qualidade de vida.

Carlos Moedas vincou que a "pobreza e os sem abrigo" são cada vez mais visíveis em Lisboa, tal como o trânsito e a sujidade das ruas.

É uma cidade que não cuida das pequenas coisas. São as pequenas coisas que fazem a diferença na nossa vida. Atravessar a pandemia significa que estas coisas são mais importantes para proteger os mais vulneráveis", crítica.

A ambição política de Moedas para estas eleições autárquicas é vencer, unindo o espectro político do centro-direita em Portugal e aglomerando também "os independentes, aqueles desinteressados com a política".

O meu plano começa por congregar um espaço não socialista moderado e progressista", destaca, agradecendo o apoio do CDS, PSD, PPM, Aliança e MPT, e pedindo um ponto de encontro com o Iniciativa Liberal que promete continuar em diálogo nos próximos dias. O que está em causa realmente é derrubar esta governação de quase 14 anos.

Questionado se estará dependente dos humores dos partidos que o apoiam, Moedas diz que esta candidatura "não será uma coleção de partidos, mas terá a capacidade de agrupar partidos".

Sobre se assumirá um papel de vereador caso perca as eleições, Carlos Moeadas afirma que assumirá sempre as responsabilidades. "Sempre assumi as responsabilidades, se esse fosse o caso, que não será".

"Os lisboetas vão ter a responsabilidade de escolher mais do mesmo, ou escolher um projeto que é diferente. Entre o passado e o futuro", conclui.