O número dois da embaixada do Egito em Madrid foi chamado a regressar ao país de origem depois de ter agredido a mulher e a filha de 14 anos um centro comercial de Arroyomolinos, em Madrid.

Segundo o site de informação eldiario.es, citado pelo El Mundo, o diplomata, que é conselheiro político da embaixada do Egito, não chegou sequer a ser detido formalmente, ainda que as autoridaes tenham sido chamadas ao local das agressões, no passado dia 13 de julho. 

Aos agentes da Guardia Civil, o diplomata, identificado como Tarek A., disse imediatamente que tinha um passaporte diplomático, bem como a mulher, pelo que a família foi levada para uma esquadra até que a informação fosse confirmada. Não será a primeira vez que o homem se vê envolvido num episódio de violência doméstica.

A Guardia Civil contactou então com a embaixada do Egito, que enviou representantes ao local. As vítimas decidiram não apresentar queixa e, devido à imunidade diplomática, o egípcio não poderá ser levado à justiça em Espanha, ainda que possa ser responsabilizado pelos factos no país de origem. 

Fontes da Europa Press citadas pelo El Mundo revelam que o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol, tutelado por Josep Borrell, solicitou que o diplomata fosse retirado do cargo logo que teve conhecimento das agressões - pedido a que o governo egípcio acedeu - e acredita que o Egito abrirá uma investigação ao caso.