A lei obriga a que sejam colocados desfibrilhadores nos aeroportos, recintos desportivos, estações ferroviárias e de metro e estabelecimentos com grande fluxo de pessoas, como centro comerciais com mais de 8 mil metros quadrados. Mas, apesar de serem considerados "importantes" por professores, diretores e especialistas, os desfibrilhadores, que podem reverter uma paragem cardiorrespiratória, não são obrigatórios nas escolas e apenas 2% dos estabelecimentos de ensino tem estes equipamentos. 

Segundo o Jornal de Notícias, que cita números do INEM, apenas 129 dos 5909 estabelecimentos de ensino em Portugal têm um desfibrilhador automático externo (DAE) e, nas comunidades escolares, 1035 pessoas estão habilitadas a manusear os desfibrilhadores.

Os desfibrilhadores deviam existir em todas as escolas. Não é aceitável que não exista um plano para colocar estes equipamentos nas escolas. É mais fácil usar um DAE do que um telemóvel", disse ao JN o presidente da Associação de Proteção e Socorro (APROSOC), João Paulo Saraiva.

Também Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, gostaria que o Estadop colocasse desfibrilhadores nas escolas, "desde que fornecessem a indispensável formação", sublinhou. 

O tempo útil para se reverter uma paragem cardiorrespiratória são dez minutos, pelo que o uso de um desfibrilhador seria útil sobretudo quando o INEM chega a demorar oito minutos a atender uma chamada de socorro, aponta o presidente da APROSOC.