Uma mulher e a sua filha confessaram ter cometido cinco homicídios de pessoas da família. As mulheres foram detidas na sequência da morte de outros cinco familiares na cidade de Morrisville, no estado norte-americano da Pensilvânia.

Os crimes ocorreram em fevereiro de 2019, e o caso conhece agora o fim.

As homicidas são Shana Decree, de 47 anos, e a sua filha Dominique Decree, com 21. Foram condenadas por cinco homicídios em primeiro grau, mas, apesar de confessarem a autoria dos atos, afirmaram estar mentalmente doentes, tentando ser declaradas como inimputáveis, o que lhes acabou por atenuar a pena.

As duas mulheres foram condenadas a cinco penas de prisão perpétua consecutivas, acabando por evitar a pena de morte como parte de um acordo alcançado com a justiça americana e dos distúrbios mentais que sofriam à altura dos crimes.

Se não fosse pelas severas condições mentais de que sofrem, ambas tinham sido condenadas à pena de morte. Desta forma, vão passar o resto da vida detidas, separadas do resto da sociedade, como castigo", referiu o procurador distrital Matt Weintraub.

As vítimas são dois filhos de Shana Decree (e irmãos de Dominique Decree), Naa'Irah Smith, de 25 anos e Damon Decree Jr., de 13, bem como a irmã de Shana Decree, Jamilla Campbell, cujos dois filhos Imani e Erika Allen, gémeos com nove anos, também foram assassinados. A acusação concluiu que os crimes foram sido cometidos entre os dias 23 e 25 de fevereiro de 2019 no apartamento que era partilhado pelas sete pessoas.

O despacho da acusação revelou que Jamila Campbell foi morta pelo método de estrangulamento, enquanto as restantes vítimas foram asfixiadas até à morte.

Em declarações à CNN, o advogado de Dominique Decree revelou que este foi um caso perturbador desde o início.

Ela está muito arrependida e agradada com o acordo. É muito perturbador para mim. É um dos casos mais difíceis que tive e já faço isto há muito tempo", afirmou John Fioravanti Jr.

António Guimarães