Frank Vandenbroucke, o ministro da Saúde da Bélgica, admitiu esta segunda-feira que o país está numa situação preocupante e prestes a ser engolido por um "tsunami" de infeções por covid-19.

Falando à emissora belga RTL, Vandenbroucke frisou que as situações mais graves são na região da Valónia, sul da Bélgica, e Bruxelas, descrevendo-as como "as mais perigosas da Europa".

Somos a região mais afetada da Europa. Estamos muito perto de um tsunami, de deixarmos de controlar o que está a acontecer. Hoje, conseguimos ainda ter a situação sob controlo, mas com grandes dificuldades e stress".

O governante admitiu ainda que se o número de internamentos continuar a subir os hospitais terão de deixar de prestar cuidados a doentes não covid, o que representa igualmente um perigo para os belgas, e enviou uma mensagem aos cidadãos: "Protejam-se, protejam os vossos entes queridos, para que não sejam contaminados". 

O novo primeiro-ministro belga,  Alexander De Croo, já admitiu na sexta-feira que a pandemia assume agora contornos de maior gravidade do que em março, antes do confinamento imposto a nível nacional. 

O número de infeções por covid-19 na Bélgica disparou desde o início de setembro: entre 9 e 15 de outubro, a média diária de novas infeções chegou às 7.876, um aumento de 79% em relação à semana anterior.

A Bélgica aplicou entretanto novas restrições para conter os contágios de covid-19, nomedamente o encerramento de bares e restaurantes, a proibição de venda de álcool a partir das 20:00 e o recolher obrigatório entre a meia-noite e as cinco da manhã.

Bárbara Cruz