Foram registados, nas últimas horas, mais de 30 sismos em La Palma, na zona do vulcão Cumbre Vieja, que está em erupção há 17 dias.

De acordo, ainda, com o Instituto Geográfico Nacional espanhol (IGN), vários tremores de terra foram sentidos pela população.

Mais de metade dos sismos tiveram uma magnitude superior a 3, tendo o maior chegado aos 3,9 na escala de Richter.

A sismóloga do IGN Carmen López disse à agência noticiosa Efe que o aumento da sismicidade faz parte do processo eruptivo, uma vez que iniciada a erupção vulcânica, e à medida que é libertado material como lava e piroclastos (rocha formada pela acumulação de sedimentos projetados), o sistema mais profundo de realimentação tem de se ajustar.

E como esse reajuste também alimenta a erupção, a especialista antecipou a possibilidade de haver um incremento, ainda maior, da sismicidade em La Palma.

A última noite foi, aliás, de "violenta atividade explosiva", com várias "bombas vulcânicas" a caírem em zonas de trabalho dos investigadores, como esta imagem partilhada pelo Instituto Vulcanológico das Ilhas Canárias (Involcan).

Mas apesar de se registar um aumento da intensidade explosiva, com a emissão de projeções até 800 metrso, o vulcão tem, neste momento, um índice de explosividade de magnitude dois, numa escala entre zero e oito, de acordo com os últimos dados do Plano de Emergência Vulcânica de La Palma.

A erupção de fissuras no Cumbre Vieja continua a apresentar um mecanismo estromboliano, ou seja, um mecanismo de natureza mista, com fases explosivas que produzem depósitos piroclásticos e fases efusivas que produzem simultaneamente fluxos de lava.

Os dois centros emissores de lava estão separados cerca de 600 metros do cone principal do vulcão.

Catarina Machado