Argel foi apresentado esta tarde como o terceiro reforço do Benfica para a próxima época. O ex-jogador portista disse-se apaixonado por Lisboa e pelo novo clube e já elegeu o «inimigo»: o Porto. 

Segundo contou aos jornalistas, o prazer de voltar a Portugal «é imenso» e Lisboa deixa-o particularmente satisfeito. «Quando estava no Porto vinha muitas vezes cá, gosto muito da cidade, as pessoas são extrovertidas e alegres». Para Argel, «Lisboa é Madrid, o Porto é Barcelona». 

Os contactos com o Benfica, disse, começaram «logo no aeroporto», no dia em que deixou o Porto. No fundo, explicou, vestir a camisola encarnada era «um sonho antigo». De Argel e de «pessoas ligadas ao Benfica». Para ser ainda melhor, o brasileiro tem «grande carinho pela cor vermelha», atrai-o.  

Depois da emoção, a razão. Argel explicou o baixo valor da transferência com um pedido feito pelo próprio à Parmalat. «Reduzimos em 15 por cento o que o F.C. Porto tinha direito. Até havia outro clube intressado, mas eu preferi Portugal», contou. 

Apesar de tudo se passar na Luz, era inevitável falar na outra aventura portuguesa, nas Antas. «A partir do momento em que pisei Lisboa, o Porto é inimigo. Não tenho sangue azul, nem nunca tive». Argel diz que quem quis sair do Porto foi ele. «Tinha um contrato de cinco anos e nunca tive nenhum problema com jogadores, nem com a equipa técnica. Não estava satisfeito na situação em que estava, colocavam-me na esquerda e não na direita, onde posso render mais». E se o mesmo acontecer na Luz? Argel não acredita. «Toni conhece-me, todos sabem a posição em que jogo, acredito que não irá acontecer». 

Quanto a objectivos, ser campeão é o primeiro. «Não vim para ser o patrão, a liderança não se compra, mas surge naturalmente. O balneário tem de ser uma fortaleza, quando for forte e todos dermos as mãos, tenho a certeza de que o Benfica dará um grande passo para a conquista do campeonato», afirmou. 

Para dar exemplos do que entendia por forte, Argel citou o Porto do seu tempo e o Boavista deste ano. A solução é «falar pouco e trabalhar muito». Assim, espera, será possível «fazer despertar o vulcão, que tem estado adormecido». Quando isso suceder, acredita, «todos vão levar com a lava».