Foram identificados 13 casos da variante Ómicron em Portugal, segundo informação avançada nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Todos os casos positivos foram detetados "em jogadores da Belenenses SAD", em análises realizadas no domingo.

Um dos jogadores "terá tido uma viagem recente à África do Sul", indica, ainda, o INSA.

"Enquanto se aguardam mais informações relativamente à transmissão, impacto e efetividade vacinal contra a variante Ómicron, as autoridades de saúde determinaram o isolamento profilático dos contactos dos casos de infeção associados a este surto, independentemente do estado vacinal e do nível de exposição. Estes contactos permanecem isolados e serão submetidos a testagem regular, o mais precocemente possível, ao 5.º e ao 10.º dia", informa o instituto, sendo que, neste caso, os contactos entraram em campo no sábado, para defrontar o Benfica, em jogo da I Liga. 

Apesar de o INSA ter indicado que os 13 casos positivos na Belenenses SAD eram de jogadores, a diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, esclareceu mais tarde, em entrevista à TSF, que este número inclui também elementos do staff da equipa de futebol.

Em análise está, também, um caso suspeito com origem num voo proveniente de Moçambique.

O INSA analisou já as "amostras provenientes de 218 passageiros de um voo com origem em Maputo", que aterrou no sábado em Lisboa.

Foram detetados dois casos positivos, mas apenas um levanta suspeitas, uma vez que a sua variante ainda não foi identificada, segundo o INSA.

"No que diz respeito ao voo oriundo de Maputo, apenas se detetaram dois positivos, estando um deles associado à variante Delta e não permitindo o outro a correta identificação. O INSA iniciou, desde já, a sequenciação do genoma para confirmação final destes casos, no entanto, o valor preditivo dos ensaios já realizados é muito elevado", antecipou.

Catarina Machado