Marcelo pediu esta sexta-feira "respeito pelos direitos dos imigrantes" após as "acusações de inaceitáveis violações", divulgadas na última noite pela CNN Portugal/TVI.

O Presidente da República lembrou que as forças de segurança, referindo-se à GNR, com vários militares acusados de agredir e torturar, entre outros crimes, imigrantes de Odemira que trabalhavam nas estufas, como denunciou a investigação CNN Portugal/TVI, são "particularmente responsáveis" pelo respeito dos direitos, liberdades e garantias, mas que também não se pode confundir a parte com o todo.

"O Presidente da República confia que Justiça será feita, com rapidez, em relação às acusações de inaceitáveis violações de liberdades, direitos e garantias, lembrando, por um lado, que as forças e serviços de segurança, e o Estado em geral, são particularmente responsáveis pelo seu respeito e cumprimento, e, por outro, que os crimes ou infrações cometidos por elementos de uma força não podem ser confundidos com a missão, a dedicação e a competência da generalidade dos seus membros", pode ler-se no comunicado divulgado no site da Presidência.

Marcelo recordou, ainda, que "amanhã [sábado] se comemora o Dia Internacional das Migrações" e que Portugal, pela sua história, tem a "particular responsabilidade" de acolher quem procura o nosso país em busca de uma vida melhor, responsabilidade essa que, assinalou, é de todos.

"O Presidente da República sublinha que tais garantias e respeito pelos direitos fundamentais são devidos a todos, sejam ou não cidadãos nacionais, e ainda que, como Nação de emigração, temos uma particular responsabilidade na qualidade do acolhimento dos imigrantes que nos procuram e aqui encontram uma nova vida, contribuindo para o desenvolvimento e bem-estar do nosso País", termina a reação do Presidente da República.

Catarina Machado