Sokota decisivo

Sokota foi decisivo na passagem do Benfica às meias-finais da Taça de Portugal. O croata construiu a jogada do golo do empate (85 minutos por Tiago) e selou a boa exibição com um bom golo que deu a vitória aos «encarnados» aos 86 minutos. Depois de ter estado muito sozinho na frente de ataque o camisola 25 conseguiu-se libertar aos 77 minutos, quando contou com o apoio de Argel no ataque e esta aposta de Camacho foi preponderante para a tarde vitoriosa dos benfiquistas, pois Sokota ficou com espaço para fazer o que tão bem sabe.

Petit, o patrão do meio-campo

Petit foi o jogador mais trabalhador da equipa do Benfica. O patrão do meio-campo das «águias» teve uma boa exibição tentando sempre corta as linhas de passe do Nacional e sendo ele o marcador de serviço dos lances de bola parada (Zahovic foi suplente). Quer na marcação de cantos, quer de livres, foi dos pés de Petit que surgiram as jogadas de algum perigo que o Benfica construiu, principalmente nos primeiros 45 minutos.

Geovanni e Fernando Aguiar a mais

Camacho optou por colocar de início Fernando Aguiar, ao lado de Petit, e Geovanni, no lado direito do ataque, em detrimento de Zahovic e João Pereira, mas as alterações foram infelizes. Fernando Aguiar foi uma nulidade no meio-campo e mereceu inclusive assobios dos adeptos. Geovanni também esteve muito aquém do que já fez de «águia» ao peito e dos seus pés apenas saiu um lance de registo: aos 36 minutos quando viu o cartão amarelo por simular uma grande penalidade inexistente de Hilário. A «prenda» para estas duas exibições foi a substituição ao intervalo.

Tiago, pôr ordem na casa

Depois de uma primeira parte claramente fora de posição, pois não é um número 10, voltou ao lugar de raiz e a produtividade aumentou. Hilário recusado-lhe o golo por diversas vezes na primeira parte (7, 31 e 37 minutos) mas Tiago conseguiu levar a melhor sobre o guarda-redes do Nacional aos 85 minutos, marcado o tento do empate (1-1). Estava aberto o caminho para a glória.

Hilário bem tentou segurar a vitória

Hilário foi o obstáculo mais difícil de transpor por parte do Benfica. O guarda-redes do Nacional não se cansou de defender muito bem a sua baliza. Aos 7 minutos teve a primeira boa defesa da tarde, evitando em cima da linha o golo a Tiago. Aos 31 minutos voltou a evitar o golo ao camisola 30 e dois minutos volvidos voou novamente para mais uma defesa de eleição. Nem os muitos gritos dos adeptos de Benfica destabilizaram Hilário, que tentou segurar na Luz a vitória dos insulares mas a vontade e segurança do camisola 24 do Nacional foram insuficientes.

Defesa segura dos madeirenses

Patacas, Ávalos, Emerson e Rossato formaram a «super defesa» do Nacional, que contou com o apoio precioso do médio-defensivo Cléber. Estes cinco jogadores do Nacional apresentaram-se muito certinhos na marcação, com Emerson a não perder Sokota de vista, Cléber a tentar neutralizar Tiago a tempo inteiro e Ávalos a aparecer sempre que algum companheiro falhava. Esteve bem perto da perfeição.

Irene Palma