Ponto prévio: ganhar ao campeão francês, ainda que na pré-época, tem de ser encarado como um ponto positivo.

O Lille foi o adversário mais difícil que o Benfica de Jorge Jesus enfrentou nesta pré-época e venceu. Fê-lo sem sofrer golos – apesar de dois sustos grandes com bolas nos ferros – e a controlar a segunda parte sem grandes calafrios.

Mas a primeira parte da equipa de Jorge Jesus deixou um sabor a pouco quando o Benfica está tão perto de um jogo que pode valer, literalmente, muitos milhões de euros.

Nos primeiros 45 minutos, com um onze que não andará longe do que o Benfica irá apresentar frente ao Spartak Moscovo, raramente se viu nas águias uma jogada com critério. E nunca, mas nunca, houve rasgo na equipa encarnada.

O golo surgiu num canto, com Gonçalo Ramos a cabecear de forma certeira. Ele que é uma das melhores notícias destes primeiros jogos do Benfica. O jovem avançado marcou o terceiro golo e parece querer agarrar mesmo um lugar no onze de Jesus.

Além do golo, o Benfica só voltou a ter uma oportunidade de golo, depois de Pizzi lançar de forma brilhante Waldschimdt, para grande defesa de Léo Jardim.

Ao intervalo, Jesus fez ajustes na equipa. E ainda que a qualidade de jogo ofensivo não tenha melhorado muito, o Benfica mostrou uma face muito mais adulta. Geriu o jogo com bola, deixaram de se ver perdas de bola sistemáticas, e isso afastou o Lille da baliza encarnada.

E ao contrário do que tantas vezes acontece nesta fase da época, as (muitas) substituições ajudaram a estabilizar a equipa. Sobretudo, Gedson e Taarabt, que trouxeram mais imprevisibilidade ao jogo ofensivo do Benfica.

Resumindo: o Benfica não fez uma exibição brilhante, mas foi competente. Resta perceber como vai a equipa crescer nas duas semanas que faltam até ao jogo da terceira pré-eliminatória da Champions. Porque tem de crescer ainda. Isso é uma certeza.