«Fui informado durante o debate do incidente que envolveu o senhor ministro. Apresento desculpas aos senhores deputados e ao senhor presidente», afirmou José Sócrates. «Sei que o senhor ministro já justificou o gesto, mas o que aqui se passou é injustificável», disse ainda o primeiro-ministro.

Sócrates falou imediatamente após Paulo Rangel ter levantado o tema do gesto de Manuel Pinho. O líder do PSD afirmou que o gesto do ministro é «intolerável, lamentável», e diz que o Governo deve tirar «consequências políticas».

Também Luís Fazenda, líder parlamentar o Bloco de Esquerda, afirma que devem ser tiradas consequências políticas desta atitude.

Alberto Martins, líder parlamentar do PS também se pronunciou sobre o tema. «Este foi um acto político lamentável de que nos distanciamos e lamentamos», afirmou.

Após o pedido de desculpas de Sócrates, Jaime Gama afirmou que, «no que diz respeito à relação formal com a Assembleia da República, este caso fica terminado», mas frisou depois que «apenas no que diz respeito à relação formal com a Assembleia da República», já que este gesto de Manuel Pinho nunca devia ter acontecido».

Embora ninguém tivessem usado a palavra demissão, ficou implícito na intervenção de todos os partidos e até mesmo de Jaime Gama, que essa deveria ser a decisão do Governo em relação ao ministro da Economia.