A Vodafone Portugal pondera avançar com investimentos próprios em Redes de Nova Geração (RNG) em zonas limitadas, adiantou fonte oficial da operadora.

«A Vodafone Portugal continua a avaliar a possibilidade de avançar com investimentos próprios [em fibra óptica] em zonas limitadas que possam garantir uma viabilidade económica, sem prejuízo de vir a utilizar ofertas grossistas que possam vir a surgir no mercado», disse fonte oficial da empresa, que pertence ao grupo britânico Vodafone, escreve a Lusa.

A Vodafone Portugal foi uma das quatro operadoras que participaram em reuniões com o Governo para alcançar um entendimento a respeito do investimento numa Rede de Nova Geração, estruturas de fibra óptica que vão permitir atingir velocidades de navegação de 100 megabites por segundo, revolucionando o mercado das telecomunicações.

O protocolo foi assinado pelo Governo, pela Portugal Telecom, Zon, Sonaecom e Oni (que não chegou a participar nas negociações), mas não pela Vodafone, uma das empresas que nos últimos meses anunciara a intenção de investir nestas redes.

«Não tendo assinado o protocolo, a Vodafone não deixou de procurar promover um grupo de trabalho, que incluísse pelo menos a Zon e a Sonaecom, para estudar a possibilidade de implementar uma rede partilhada com outros operadores. Até ao momento não foi possível chegar a um entendimento quanto a esta iniciativa dado que uma das entidades entendeu, por enquanto, não a subscrever», acrescentou.

A Vodafone defendia como modelo «mais adequado» para uma «mais abrangente expansão das RNG e em maior competitividade» o da criação de uma Rede Passiva de Fibra, de âmbito nacional, promovida em concurso pelo governo.

As Redes de Nova Geração (RNG) são estruturas de estruturas de fibra óptica que prometem revolucionar o modo de vida das famílias e das empresas, ao permitir elevadas velocidades de navegação na Internet (entre 50 a 100 megabites por segundo, permitindo, por exemplo, descarregar um ficheiro de 1 gigabyte em poucos segundos).
Redação / CPS