O activista encontra-se envolvido numa polémica com o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, devido ao tráfico de drogas no país.

O refúgio na sede das ONU foi confirmado à Lusa pelo próprio Mário Sá Gomes, presidente da Associação Guineense de Defesa de Vitimas do Erro Judicial.

«Decidi vir para a sede das Nações Unidas por não aguentar mais estar escondido», disse Mário Sá Gomes, que deixou de ser visto há 28 dias, depois de ter pedido ao Presidente guineense que exonerasse o CEMGFA, general Tagmé Na Waié, para acabar com o tráfico de drogas na Guiné-Bissau.

Segundo Sá Gomes, o general Tagmé Na Waié teria perdido o controlo e comando das Forças Armadas no combate ao narcotráfico pelo que devia ser demitido, tal como todos os chefes dos ramos das forças armadas.

Nas declarações à agência «Lusa», o activista acusou as chefias militares de não estarem a fazer o que lhes cabe para a protecção das fronteiras do país, contra a entrada de aeronaves e barcos que alegadamente transportam a droga para a Guiné-Bissau, transformando o país numa placa giratória do narcotráfico para a Europa.

Mário Sá Gomes foi recebido na sede da ONU pelo representante residente adjunto do Programa das Nações Unidas, Kjetil Hnasen Shino.

A «Lusa» tentou saber junto do governo e do escritório das Nações Unidas em Bissau qual o estatuto que será dado à situação de Mário Sá Gomes, mas não obteve nenhuma resposta. Todavia, Mário Sá Gomes manifestou-se esperançado em que as Nações Unidas irão trabalhar para facilitar a sua saída para o estrangeiro.