O Tratado internacional de Proibição de Armas Nucleares foi ratificado por um 50.º país, as Honduras, e poderá entrar em vigor num espaço de 90 dias, confirmou a Campanha Internacional para a Abolição de Armas Nucleares.

A assinatura do tratado pelas Honduras foi relatada à AFP por um responsável da Organização das Nações Unidas e surge um dia depois de a Jamaica e Nauru terem submetido as suas ratificações.

“Hoje [sábado] é uma vitória para a humanidade e promessa de um futuro mais seguro”, referiu o presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Peter Maurer, num comunicado citado pela AFP.

Também a Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN, na sigla inglesa), distinguida em 2017 com o prémio Nobel da Paz, se congratulou com o “marco histórico” atingido no sábado, falando, num comunicado publicado no seu ‘site’ oficial, num “novo capítulo para o desarmamento nuclear”.

“Décadas de ativismo alcançaram o que muitos disseram ser impossível: as armas nucleares estão proibidas”, afirmou a diretora executiva da ICAN, Beatriz Fihn, citada no comunicado.

A ICAN é uma coligação internacional que reúne centenas de organizações humanitárias, ambientais, direitos humanos, pacifistas e de apoio ao desenvolvimento de cerca de 100 países.

Oficialmente criada em 2007, em Viena, à margem de uma conferência internacional sobre o Tratado sobra a Não Proliferação de Armas Nucleares, a ICAN tem conseguido reunir na sua causa ativistas de todo o mundo, mas também celebridades, como o Dalai Lama, o arcebispo anglicano sul-africano Desmond Tutu, que já foi prémio Nobel da Paz, ou o músico de jazz Herbie Hancock.

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