À margem de um almoço organizado pela revista «Prémio», o responsável garantiu, no entanto, tratar-se ainda de um projecto «embrionário», escusando-se a adiantar quaisquer detalhes.

Durante a sua apresentação o CEO frisou que a rede fixa no Brasil poderá ser uma das apostas futuras da operadora no mercado brasileiro, destacando ainda na sua estratégia de internacionalização a China e África.

No Brasil, onde a PT opera através da marca Vivo, uma joint-venture entre a operadora nacional e a Telefónica Móviles, existem duas áreas de actuação prioritárias, segundo o responsável: a consolidação do negócio já existente, potenciando a receita média por cliente (ARPU) e a aposta na internet ou em áreas mais ligadas à rede fixa.

No sentido da consolidação do negócio de rede móvel, Horta e Costa disse que o objectivo é alcançar a cobertura total do território, ou seja, chegar também a Minas Gerais e aos Estados do Nordeste onde a Vivo não está presente. Para tal, a operadora coloca três cenários: o da aquisição de um operador nessa zona; acordos de roaming ou a compra de faixas de frequência. Sendo que a primeira está praticamente excluída.

Actualmente a Vivo detém cerca de 26 milhões de clientes no Brasil, num total de 57 a 58 milhões de detentores de telemóveis, sendo que o CEO acredita que o mercado brasileiro comporta os 90 milhões de telemóveis, pelo que há um vasto potencial a explorar. Para além disso, a conjuntura económica brasileira é «favorável», o que pode permitir «passos importantes em 2005», disse.

Horta e Costa referiu ainda que a actual situação financeira da empresa é sólida o que permite à operadora uma «margem de manobra para investir em áreas que possam criar valor para o grupo.»

Para além da parceira que tem com a PT na rede móvel a espanhola Telefónica é líder do mercado de rede fixa no Brasil.
Alda Martins