Figura: Luís Ribeiro

Quis o destino que fosse um antigo jogador do Estoril adiar ao máximo a festa. O guarda-redes dos durienses revelou-se bastante seguro, comunicativo e com reflexos tremendos. Luís Ribeiro começou por negar o golo com um defesa extraordinária a Joãozinho e mais tarde, fez o mesmo a remate de André Vidigal. Apesar de decisivo,  pecou nos erros que cometeu a sair a jogar com os pés.
 

Momento: Clóvis dita adiamento da festa, minuto 91

Canto a favor do Estoril nos minutos finais. O banco todo de pé, uma crença tremenda no golo que poderia confirmar a subida de divisão. Bruno Lourenço cruzou para a área e Clóvis, completamente sozinho, cabeceou por cima em excelente posição. 
 

Outros destaques:

Miguel Crespo: é cada vez mais um médio completo. Sem ter feito um jogo brilhante, o jogador de 24 anos cansa quem o vê jogar pela intensidade que coloca em cada ação. No entanto, o futebol não é só correr e Miguel Crespo alia intensidade a qualidade de execução. Inteligente, procurou sempre o espaço nas costas dos médios contrários ou entre o central e o lateral do lado direito do Penafiel, mas nem sempre foi servido em condições.


Bruno César: não corre muito, mas também não precisa. É impossível correr mais depressa do que a bola, portanto ela é que tem de andar. O brasileiro é o dono do meio-campo duriense e todas as jogadas ofensivas passaram pelo seu pé direito. Sempre que teve espaço, Bruno César não se fez rogado e fez jus à alcunha de «chuta-chuta», embora não tenha sido feliz. Em suma, fez um bom jogo.


André Vidigal: colado à linha do lado esquerdo, o extremo teve maior produção quando pisou terrenos interiores. André Vidigal cruzou para um falhanço de Aziz na pequena área e tentou ele mesmo o golo, mas Luís Ribeiro travou as suas intenções. Caiu de produção na segunda parte.

 

Vítor Maia / Estádio 25 de Abril, Penafiel