O défice da balança comercial portuguesa com os Países Terceiros recuou 40,3 por cento no trimestre terminado em Janeiro, com as importações a cair mais que as exportações, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com os dados do Comércio Extracomunitário, as exportações caíram 5,7 por cento, ao passarem de 2.249,7 milhões de euros para 2.120,4 milhões de Novembro de 2008 a Janeiro de 2009, mas maior descida sofreram as importações, que caíram 19,7 por cento, passando de 3.761,3 milhões de euros para 3.021,7 milhões de euros no trimestre terminado em Janeiro.

O saldo da balança comercial extracomunitária passou de um défice de 1.511,6 milhões de euros para um défice de 901,2 milhões de euros, o que representa um desagravamento "na ordem dos 610,4 milhões de euros", divulgou o INE.

A taxa de cobertura das importações pelas exportações foi de 70,2 por cento, correspondente a um aumento de 10,4 pontos percentuais, face à taxa registada no período homólogo.

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, «no período de Novembro de 2008 a Janeiro de 2009, constata-se que as exportações aumentaram 1,6 por cento e as importações diminuíram 10,9 por cento, relativamente a igual período de 2007, tendo o saldo da balança comercial atingido um superavit de 191,2 milhões de euros», diz o INE.

«Estes valores demonstram claramente a importância dos combustíveis e lubrificantes no Comércio Extracomunitário do nosso país e o seu impacto no saldo da balança comercial com os Países Terceiros e, consequentemente, na taxa de cobertura».

No período em análise, este tipo de produtos correspondeu a 8,3 por cento do total das exportações e 42,0 por cento das importações.

Em termos homólogos mensais, os resultados globais preliminares do comércio com os países extracomunitários «revelam grandes quebras» tanto nas importações como nas exportações de bens em Janeiro de 2009: -34,8 por cento e -24,9 por cento, respectivamente.

Por grandes categorias económicas, apenas as importações de produtos alimentares e bebidas e máquinas e outros bens de capital registaram um aumento em termos homólogos: 5,9 por cento e 3,2 por cento.

Mantém-se ainda a tendência dos últimos meses, com a importação de combustíveis e lubrificantes a registar um decréscimo, tendo atingido uma variação homóloga de -29,3 por cento no período em análise.

No que respeita às exportações, e no mesmo período de análise, destaca-se o decréscimo na categoria do combustíveis e lubrificantes (-47,5 por cento) e, em sentido contrário, o aumento nos produtos alimentares e bebidas (+9,3 por cento), face a igual período do ano anterior.
Redação