O fóssil de dinossauro mais bem preservado alguma vez encontrado está, finalmente, em exposição no Museu Royal Tyrrell de Paleontologia, na província de Alberta, no Canadá. Trata-se de um nodossauro que foi descoberto há seis anos, de forma acidental, numa mina, também em Alberta, e que está quase intacto. É fácil ver como seria a sua aparência física, ainda tem vestígios de pele e órgãos internos.

O exemplar com cerca de 110 milhões de anos e surpreendeu os paleontólogos pelos seu excelente estado de conservação. Don Brinkman, diretor de preservação e pesquisa do museu canadiano, disse ao jornal The New York Times que “é basicamente uma múmia de dinossauro, é excecional”.

Em declarações à revista National Geographic, Caleb Brown, outro investigador do mesmo museu, afirma que não têm um esqueleto, mas sim “um dinossauro como teria sido”.

O animal, herbívoro, pertence a uma espécie de nodossauro nunca antes vista. Os vestígios presentes no fóssil vão permitir aos investigadores descobrir pistas sobre este tipo de animais

Para conseguirem retirar o dinossauro da rocha onde foi encontrado, em 2011, na Mina Millennium, na província de Alberta, foram necessários cinco anos e mais de sete mil horas de trabalho. Durante a remoção do fóssil, os investigadores partiram alguns pedaços do animal. No entanto, segundo Darren Tanke, um técnico de paleontologia do museu, que fala sobre o fóssil num vídeo divulgado no Youtube, apesar de "lamentável" , o que falta "é restaurável”.