O Governo de Macau anunciou esta quarta-feira o encerramento de todos os espaços de diversão no território, para evitar um surto comunitário, num momento em que as autoridades avançaram para o teste massivo de toda a população, em três dias.

No entanto, o Governo de Macau afastou o cenário de encerrar os casinos, no âmbito do reforço de medidas de prevenção decididas nas últimas 24 horas e disse esperar o regresso à normalidade nos próximos 14 dias.

Em conferência de imprensa, o chefe do Governo, Ho Iat Seng, lembrou que os últimos quatro casos não foram detetados nos casinos, pelo que não havia necessidade de encerrar os casinos, à semelhança do que foi decidido em relação a espaços de diversão como bares, cinemas, teatros, discotecas, ginásios, salões de beleza e estabelecimentos de sauna e massagens, locais onde, ao contrário do que acontece nas salas de jogo, não é obrigatório o uso de máscara.

Os estabelecimentos irão encerrar a partir das 00:00 de quinta-feira, 5 de agosto.

As autoridades de saúde de Macau estão a realizar deste esta manhã testes à covid-19 para toda a população, durante três dias.

As autoridades disseram que 41 locais, 27 em Macau e 14 no Cotai (faixa de casinos entre as ilhas da Taipa e de Coloane), vão estar disponíveis para realização dos testes de ácido nucleico, de acordo com um comunicado do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus.

Os quatro casos da variante Delta do novo coronavírus levaram o Governo de Macau a declarar o “estado de emergência imediata” no território “em risco de sofrer um surto” comunitário.

As autoridades garantem que já procederam "ao isolamento dos contactos próximos" e que estão a fazer a lista das pessoas que possam ter estado em contacto com os infetados. O edifício onde a família vive foi isolado e "ninguém pode sair", indicaram as autoridades, que vão reavaliar a situação após a realização de testes aos contactos próximos.

Com mais de 659 mil habitantes, Macau só identificou 63 casos desde o início da pandemia e não registou qualquer morte.

Agência Lusa / MJC