Mais de um milhar de migrantes foi este sábado resgatado do mar Mediterrâneo, retirados de barcos à deriva, e levados por navios humanitários e pelas autoridades italianas para portos na Sicília e para a ilha de Lampedusa.

As autoridades costeiras italianas resgataram 532 pessoas, levadas para a ilha de Lampedusa, enquanto o Ocean Vicking, um navio operado pelo grupo humanitário SOS Mediterranée, levou para um porto na Sicília 236 pessoas.

Outro navio humanitário, o Sea-Watch 4, contabilizou este sábado, em várias operações, a recolha de 264 pessoas no mar Mediterrâneo, enquanto a televisão nacional italiana também reportou outro caso de um navio italiano que resgatou mais 49 migrantes.

O Ocean Vicking tinha retirado os migrantes de barcos de borracha há quatro dias, incluindo 119 menores não acompanhados, que foram este sábado conduzidos para o porto de Augusta, na Sicília.

Os ocupantes relataram ao SOS Mediterranee que foram forçados por traficantes na Líbia a embarcar nos pequenos barcos de borracha, empurrando-os para ondas altas.

Vários grupos humanitários têm vindo a apelar à União europeia para enviar navios militares com patrulhas especiais para o mar Mediterrâneo, face às centenas de milhares de migrantes que continuam a ser resgatados, muitos deles não elegíveis para asilo.

A Itália, por seu turno, tem vindo a formar e a equipar as autoridades costeiras na Líbia para dissuadir a atividade de traficantes de seres humanos.

A UNICEF indicou que, desde janeiro, pelo menos 350 pessoas, incluindo mulheres e crianças, afogaram-se ou estão dadas como desaparecidas.

De acordo com o ministério italiano do Interior, 9.000 migrantes chegaram a Itália nos primeiros quatro meses deste ano.

/ DA