O Brasil registou 480 mortos e 16.409 infetados por covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando agora 29.314 óbitos e 514.849 casos confirmados desde a chegada da pandemia ao país, informou hoje o executivo. 

Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, está ainda a ser investigada a eventual relação de 4.208 mortes com a doença, naquele que é o quarto país no mundo com o maior número de vítimas mortais e o segundo em total de infetados.

Ainda de acordo com a tutela, o país já registou a recuperação de 206.555 pacientes infetados, sendo que 278.980 doentes estão sob acompanhamento.

O estado de São Paulo, foco da covid-19 no país, concentra 109.698 casos de infeção e 7.615 mortes.

Segue-se o Rio de Janeiro, que soma 53.388 casos diagnosticados e 5.344 vítimas mortais.

Em plena pandemia de covid-19 no país, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, juntou-se hoje a um grupo de manifestantes, em Brasília, sem recorrer ao uso de máscara, contrariando assim um decreto do governo do Distrito Federal, que obriga ao uso daquele material de proteção contra o vírus em espaços e vias públicas.

Jair Bolsonaro, um dos líderes mais céticos em relação à gravidade da atual pandemia, tem suscitado duras críticas por se opor ao isolamento social para combater a propagação da doença, que chegou a classificar de "gripezinha".

Além do apoio a Bolsonaro, os manifestantes ergueram cartazes em defesa de medidas inconstitucionais e antidemocráticas, como o encerramento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), assim como uma intervenção militar.

Num primeiro momento, o chefe de Estado usou um helicóptero para sobrevoar o movimento de apoio ao seu governo para, mais tarde, se juntar presencialmente aos seus defensores, e cumprimentá-los junto ao Palácio do Planalto, sede da Presidência em Brasília.

Posteriormente, Jair Bolsonaro montou um cavalo e cavalgou entre os manifestantes, acenando para o grupo. 

Os momentos foram divulgados em vídeo nas redes sociais do próprio presidente.

A manifestação com a presença de Bolsonaro ocorre num momento de grande tensão entre o mandatário e o STF.

  
/ CM