Pelo menos 51 pessoas morreram e quase 900 ficaram feridas na Turquia devido ao sismo de magnitude 6,8 que abalou a costa do Egeu na sexta-feira, anunciou o vice-presidente do Governo turco, Fuat Oktay.

Um total de 104 pessoas já foram libertadas vivas dos escombros de 17 edifícios que se desmoronaram na cidade de Izmir, disse Oktay numa conferência de imprensa em Izmir, transmitida em direto na NTV.

As equipas do serviço de emergência turco (AFAD) continuam a trabalhar em nove edifícios em Izmir, a cidade que, com quatro milhões de habitantes, é a terceira maior da Turquia e a mais atingida pelo sismo, cujo epicentro foi localizado a 60 quilómetros da cidade no Mar Egeu.

A última pessoa salva com vida foi um homem de 70 anos, Ahmet Çitim, resgatado pouco depois da meia-noite local e transferido para um hospital, depois de ter ficado preso durante 33 horas, um sucesso celebrado como um "milagre" pela imprensa turca.

Um total de 896 pessoas foram tratadas pelos serviços de saúde após o sismo, incluindo 682 que já tiveram alta e 214 que ainda estão em tratamento, das quais cerca de uma dúzia estão nos cuidados intensivos, de acordo com os números da AFAD divulgados hoje.

Embora não haja estimativas oficiais do número de pessoas ainda desaparecidas, as equipas de salvamento estimam que cerca de 30 continuem por localizar, disse o especialista em salvamento Muhammed Zahiroglu aos meios de comunicação locais.

As réplicas ainda eram sentidas hoje em Izmir, embora estivessem a ficar mais fracas.

Segundo o AFAD, desde o meio-dia de sexta-feira, quando o forte sismo surpreendeu os cidadãos da cidade, houve 812 réplicas, incluindo 40 de magnitude superior a 4.

O sismo foi sentido numa vasta área, mesmo em várias cidades da Bulgária, enquanto nas proximidades da ilha grega de Samos causou a morte de dois jovens, elevando o número total e provisório de mortos da catástrofe para 53.

/ AM - notícia atualizada às 10:40