O Governo chinês emitiu, este domingo, um protocolo para o tratamento dos cadáveres das vítimas mortais provocadas pelo coronavírus, como parte do esforço para controlar o surto de pneumonia.

A medida impossibilita os familiares de decidir o local onde as vítimas são enterradas e a realização de cerimónias fúnebres.

Os restos mortais dos infetados deverão ser cremados numa funerária designada e perto do local onde estão, pelo que não poderão ser transportados entre diferentes regiões, lê-se no protocolo emitido conjuntamente entre a Comissão Nacional de Saúde, o Ministério dos Assuntos Civis e o Ministro da Segurança Pública.

As cerimónias fúnebres ou de despedida estão proibidas e os corpos deverão ser desinfetados e colocados numa bolsa selada por pessoal médico.

As funerárias, por sua vez, devem enviar pessoal e veículos especiais para entregar os corpos de acordo com os procedimentos designados.

A China elevou para 304 mortos e mais de 14 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

As Filipinas anunciaram também a morte de um cidadão de nacionalidade chinesa, vítima de uma pneumonia causada pelo novo coronavírus, a primeira vítima fatal fora da China.

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais casos de infeção confirmados em 24 outros países, com as novas notificações na Rússia, Suécia e Espanha.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional (PHEIC, na sigla inglesa) por causa do surto do novo coronavírus na China.

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