Cientistas norte-americanos criaram um químico capaz de melhorar a capacidade atlética em 70%, experimentando, com ratos de laboratório, um processo que poderá ser usado em pessoas idosas, obesas ou com limitações de mobilidade.

Estas pessoas, privadas de fazer treino aeróbico durante o tempo necessário para colherem daí benefícios e resistência, poderão vir a ter maneira de estimular os genes que são ativados quando se pratica corrida, conclui um estudo publicado na revista especializada Cell Metabolism.

Investigadores do instituto Salk conseguiram usar um composto que imita os efeitos do exercício, incluindo o consumo de gorduras e o desenvolvimento de resistência muscular.

Pessoas com problemas cardíacos, doenças pulmonares, diabetes tipo 2 e outras poderão obter esses benefícios.

A equipa de investigadores deu a ratos a substância e conseguiu aumentar a sua capacidade de correr até à exaustão em 70% , de 160 para 270 minutos.

Os ratos só pararam quando o seu nível de glucose sanguínea atingiu, 70 miligramas por decilitro.

"Pode melhorar-se a resistência para um nível equivalente ao de alguém que treina corrida, mas sem todo o esforço físico,", afirmou o investigador Weiwei Fan, primeiro autor do estudo.