O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque na passada segunda-feira contra um quartel das Forças Armadas do Níger no oeste do país no qual morreram 18 soldados.

Num comunicado divulgado através de uma das suas contas habituais na rede de mensagens Telegram, o EI indicou que dois suicidas começaram por detonar cargas explosivas que transportaram consigo dentro da instalação militar, onde se encontravam centenas de efetivos, e que esta ação foi depois continuada pela intervenção de mais terroristas, avançou a agência Efe.

Estes últimos atacaram a base com “armas de diferentes tipos” até expulsar as forças governamentais e tomar o controlo do local causando “dezenas de mortos e feridos” entre os efetivos do exército.

O ataque foi realizado na segunda-feira à tarde na localidade de Inatès, a cerca de 260 quilómetros de Niamey, capital do Níger, com recurso a dois veículos carregados de explosivos foram lançados contra a entrada das instalações militares.

O governo nigerino reconheceu ontem que pelo menos 18 soldados morreram e outros quatro continuam desaparecidos em resultado do ataque, especificando que o mesmo havia sido levado a cabo com carros armadilhados.

A nota do EI acrescentou que os seus elementos se apropriaram durante o ataque de 10 veículos todo-o-terreno e de “grandes quantidades de armas e munições” e que abandonaram o quartel depois de o terem queimado totalmente.

O EI não precisou se se registaram baixas entre os seus membros durante a operação, mas o Governo nigerino indicou na terça-feira que “muitos terroristas” tinham sido mortos.

O ataque ocorreu duas semanas depois de outro atentado terrorista contra um posto da polícia à entrada de Niamey, no qual dois polícias morreram e outros dois foram feridos, e a menos de uma semana da 12ª Cimeira Extraordinária da União Africana prevista para o próximo domingo em Niamey.