O ataque perpetuado na segunda-feira numa escola primária no centro da China resultou em oito crianças mortas, informaram esta terça-feira as autoridades chinesas, parte de um fenómeno frequente no país asiático envolvendo ataques violentos em escolas.

O ataque ocorreu no primeiro dia do regresso às aulas, na cidade de Enshi, província de Hubei, segundo um comunicado das autoridades locais. Para além dos mortos, duas crianças ficaram feridas e estão a receber tratamento hospitalar.

O suspeito, um homem de 40 anos identificado como Yu, foi colocado sob custódia.

As autoridades afirmaram que o caso está a ser investigado, mas não detalharam o motivo do ataque ou mais detalhes sobre o suspeito.

Segundo a revista Southern Weekly, que cita funcionários de uma prisão de Hubei, o suspeito foi libertado, em junho passado, após cumprir pena por tentativa de homicídio.

Em junho do ano passado, duas crianças foram esfaqueadas até à morte por um homem, à porta de uma escola primária em Xangai.

Em abril do mesmo ano, nove crianças foram mortas numa escola na província de Shaanxi, por um atacante que alegadamente era ex-aluno da instituição.

Várias escolas na China reforçaram a segurança, desde que, em 2010, quase vinte crianças foram mortas à porta das escolas, em ataques com faca.

Estes incidentes são normalmente protagonizados por pessoas com problemas psicológicos ou ressentimentos com a sociedade.

A lei chinesa proíbe rigorosamente a venda e posse de armas de fogo, pelo que os ataques são geralmente feitos com facas, explosivos de fabrico artesanal ou por atropelamento.