As autoridades da Nova Zelândia emitiram esta quinta-feira um alerta tsunami, isto depois de se ter sentido um forte sismo, de 7,3 na escala de Richter. Os dados foram avançados pela proteção civil local. O Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS na sigla em inglês) referiu inicialmente um abalo de 6,9, mas depois reviu os dados, confirmando uma magnitude de 7,3.

Cerca de quatro horas depois, o USGS registou um sismo de 7,4 na escala de Richter, que as autoridades dizem ser um acontecimento independente do primeiro. Rapidamente se começaram a sentir várias réplicas. Além dos dois sismos registados foram contabilizados outros 11 abalos.

Passadas duas horas, novo sismo, o maior de todos. 8,1 na escala de Richter, na mesma zona onde se registou o segundo. Este teve uma profundidade de 19,4 quilómetros. O mapa seguinte mostra o número de ocorrências registadas. A azul está o maior dos sismos.

O primeiro alerta de tsunami acabou por ficar inativo, mas sucedem-se outros com o surgimento de novos sismos. No último dos alertas, Agência de Gestão de Emergência Nacional disse que "as pessoas devem andar, correr ou pedalar, para reduzir a possibilidade de ficarem presas no trânsito".

O epicentro do primeiro sismo terá ocorrido a 174 quilómetros da cidade de Gisborne, no nordeste do arquipélago, a uma profundidade de 10 quilómetros.

Já o segundo terramoto deu-se nas Ilhas Kermadec, já mais afastado do país, a 55 quilómetros de profundidade, o que ajuda a explicar a ausência de danos e vítimas.

A Agência de Gestão de Emergência Nacional do país avisa toda a população que tenha sentido o abalo de forma "longa ou forte" para que se desloque "imediatamente" para uma zona alta, ou para uma zona o mais longe da costa possível.

Entretanto, e segundo o USGS, começam a sentir-se as primeiras réplicas. A alguns quilómetros do primeiro sismo foi registado um novo abalo, desta vez com um valor de 5 na escala de Richter. Cerca de meia hora depois surgiram novas réplicas, de 4,6 e 4,7 na escala de Richter.

Este sismo ocorre uma semana após terem passado 10 anos de um outro terramoto, de 6,3 na escala de Richter, que fez 185 mortos em Christchurch.

António Guimarães / Atualizada às 20:14