O relatório preliminar do acidente com o avião da Ethiopian Airlines, que causou 157 mortos, revelou que os "pilotos seguiram todos os procedimentos sem conseguirem recuperar o controlo da aeronave". O documento está a ser apresentado, esta quinta-feira, pela ministra dos Transportes da Etiópia, Dagmawit Moges, em Addis Ababa.

No documento, é ainda escrito que no momento da descolagem o aparelho estava "normal" e a tripulação estava "certificada" e tinha o treino necessário.

A ministra recomendou ainda que a Boeing reveja o sistema de controlo dos aviões e as autoridades de aviação confirmaram que o problema será resolvido antes do modelo do avião voltar a voar. Recorde-se que o modelo foi banido dos céus depois do acidente na Etiópia, o segundo com o mesmo modelo em apenas dois meses.

Após o acidente, a Agência Europeia de Segurança Aérea (EASA) proibiu na terça-feira o modelo 737 MAX 8 de operar no continente europeu, juntando-se a 20 países e 30 companhias aéreas de todo o mundo que suspenderam os voos com esses aparelhos.

Outros países suspenderam os voos do modelo em seus espaços aéreos e muitas companhias aéreas estão a deixar os aparelhos em terra.

A queda deste avião no domingo, que saiu de Adis Abeba com destino a Nairobi, ocorreu depois de, em outubro do ano passado, outro Boeing 737 MAX 8, da companhia Lion Air, se ter despenhado na Indonésia, 12 minutos após a descolagem, segundo uma das caixas negras devido a falha no sistema automático, causando 189 mortos.