A cirurgia a uma estenose no cólon a que o Papa Francisco foi submetido, este domingo, já terminou. De acordo com o Vaticano, Francisco "reagiu bem".

O Santo Padre reagiu bem à operação conduzida com anestesia geral pelo Prof. Sergio Alfieri, com a assistência do Prof. Luigi Sofo, do Dr. Antonio Tortorelli e da Dra. Roberta Menghi.”, lê-se no comunicado feito por um porta-voz da Santa Sé, Matteo Bruni.

O Vaticano informou esta tarde que a intervenção cirúrgica intestinal, realizada na Policlínica Gemelli, já estava previamente marcada. Em causa estava um vaso inflamado que tinha de ser removido.

É a primeira vez, desde que foi eleito líder máximo da Igreja Católica em 2013, que o Papa Francisco fica hospitalizado, no entanto, não se sabe por quanto tempo.

Antes de seguir para o hospital, o Sumo Pontífice celebrou a missa de domingo na praça de São Pedro, tendo aproveitado para revelar que ia fazer uma viagem à Hungria e à Eslováquia em setembro.

Há uma semana, o Papa Francisco, de 84 anos, na mesma oração de domingo pediu aos fiéis que rezassem por ele.

Peço-vos que rezeis pelo Papa, rezeis de uma forma especial", disse Francisco aos fiéis na praça a 27 de junho. "O papa precisa das vossas orações", afirmou, acrescentando o seu agradecimento e dizendo "sei que o farão".

Um diverticulum é uma saliência tipo bolsa através da parede muscular do intestino.

Quando a diverticula fica inflamada - uma condição comum, especialmente em pessoas mais velhas - parte do intestino pode por vezes estreitar e pode ser necessária cirurgia, de acordo com os gastroenterologistas. Tal cirurgia pode ser realizada sob anestesia geral, possivelmente com uma intervenção laparoscópica.

O papa Francisco está, em geral de boa saúde, mas, quando jovem, foi-lhe removida parte de um pulmão. Também sofre de ciática, com um nervo a afetar-lhe a parte inferior das costas e a perna, uma condição dolorosa que o obrigou por vezes a adiar aparições programadas.

Os médicos do Gemelli já foram cirurgião de anteriores papas, nomeadamente de João Paulo II, que o Vaticano disse ser a um tumor benigno no cólon, removido em 1992. João Paulo II fez várias outras cirurgias naquele hospital, inclusive depois de ter sido baleado por um jovem na Praça de São Pedro, em 1981.

João Paulo II também teve vários problemas médicos nos seus últimos anos, incluindo complicações graves da doença de Parkinson, e teve numerosos internamentos em Gemelli.

Cláudia Évora / com Lusa