Um tribunal dos EUA rejeitou o pedido da administração Trump de repor imediatamente o decreto anti-imigração suspenso temporariamente por um juiz federal, depois da Casa Branca ter interposto uma providência cautelar destinada a revogar a decisão de James Robart.

O Tribunal de Recurso de São Francisco pediu ao Estado de Washington e à administração de Trump que apresente mais argumentos até segunda-feira à tarde.

Por agora, a equipa do Presidente norte-americano diz apenas que vai usar “todos os meios legais” e “dar todos os passos necessários para proteger o país”, no sentido de reativar a proibição de entrada nos Estados Unidos a cidadãos de sete países muçulmanos.

“Vamos ganhar essa batalha” judicial, prometeu desde já o vice-presidente, Mike Pence, numa entrevista à televisão Fox News.

A ordem executiva de Trump suspendia durante 90 dias a emissão de vistos para cidadãos dos sete países e por outros 120 o programa de acolhimento de refugiados.

Este sábado, horas depois do juiz federal de Seattle ter bloqueado, temporariamente, a ordem executiva, Donald Trump usou o seu Twitter pessoal para reagir, afirmando que a decisão "ridícula" e garantindo que a mesma "será anulada".

Em três curtas frases, o presidente dos EUA afirmou ainda que "quando um país não pode dizer quem entra ou não, especialmente por razões de segurança" está "metido em sarilhos".

A suspensão de James Robart surgiu no mesmo dia em que se ficou a saber que mais de 100 mil vistos tinham sido revogados desde que Donald Trump assinou a ordem executiva, que além de suspender a entrada de cidadãos de sete países muçulmanos nos EUA, também travou a entrada de refugiados. 

Andreia Miranda / Atualizada às 17:44