Morreram 10 pessoas, esta terça-feira, e pelo menos 37 ficaram feridas na sequência do incêndio que deflagrou, durante a madrugada, num prédio localizado num dos bairros mais caros de Paris, segundo o último balanço noticiado pelos ‘media’ locais.

As autoridades suspeitam que o incêndio, que foi combatido por 250 operacionais durante cerca de seis horas, foi um ato criminoso e já detiveram uma mulher suspeita. As chamas foram controladas por volta das 06:30 (05:30 em Lisboa).

As autoridades afirmaram ainda que conseguiram retirar cerca de 50 pessoas que se encontravam no prédio de oito andares.

O edifício fica na Rua Erlanger, 16.º distrito e é um dos bairros mais caros e tranquilos de Paris, perto do popular parque ‘Bois de Boulogne’ e a cerca de um quilómetro do estádio Roland Garros e perto do estádio do Paris Saint-Germain.

O procurador de Paris, Remy Heitz, afirmou que "a investigação está apenas a começar” e que ainda é muito cedo para determinar a causa do incêndio, mas que os dados preliminares apontam para um ato criminoso.

A suspeita, que vive no prédio que ardeu, foi detida perto do local, acrescentou.

De acordo com o jornal francês Le Monde, dos 37 feridos, seis são bombeiros.

Nas redes sociais circularam algumas imagens do incêndio.

Emmanuel Macron, na sua página oficial no Twitter, lamentou as 10 vítimas mortais e elogiou a coragem dos bombeiros.

Mulher detida sofria de problemas psiquiátricos

A mulher detida, de 40 anos, tinha “antecedentes psiquiátricos”, informou esta terça-feira o Procurador da República Rémy Heitz.

A mulher era conhecida dos moradores por ter problemas psicológicos”, adiantou aos jornalistas o Procurador de Paris, Remy Heitz.

Contacto pela agência Lusa, fonte da secretaria de Estado das Comunidades disse que “não há, até ao momento informação de portugueses afetados pelo incêndio”.

Os serviços consulares estão a acompanhar a ocorrência. O Consulado de Paris está em contacto com cidadãos portugueses e com as autoridades francesas”, adiantou.

A polícia francesa está a interrogar a suspeita, uma moradora no edifício que começou a arder cerca da 01:00 (00:00 hora de Lisboa) e onde as chamas se propagaram de forma rápida surpreendendo os vizinhos que dormiam.

O procurador de Paris, Remy Heitz, afirmou que "a investigação está apenas a começar” e que ainda é muito cedo para determinar a causa do incêndio, mas que os dados preliminares apontam para um ato criminoso.

Rémy Heitz disse que a mulher tem “antecedentes psiquiátricos”, um argumento avançado pelos vizinhos, que adiantaram que a suspeita “é instável” e que antes do incêndio ouviram uma discussão.