Pelo menos 86 pessoas morreram na sequência de cheias e deslizamentos de terra registados no leste da Indonésia no fim de semana, indicou esta segunda-feira um novo balanço das autoridades locais, que informa também que 71 pessoas estão desaparecidas.

O último balanço oficial apontava para 66 vítimas mortais.

No fim de semana, chuvas torrenciais causaram estragos na região que abrange, entre outras, as ilhas das Flores e de Sumbawa, no leste da Indonésia, levando milhares de pessoas a procurar abrigo em centros de acolhimento.

O dilúvio fez transbordar reservatórios de água e inundou milhares de casas, com os trabalhos de resgate a serem dificultados pela lama.

As autoridades nas Flores indicaram que o executivo local e as equipas de resgate continuam a trabalhar no terreno para mitigar os efeitos da intempérie e para prosseguir as buscas de vítimas, segundo informou o ‘media’ local Detik.

Algumas das zonas afetadas só podem ser alcançadas por via marítima, uma alternativa que está a ser dificultada pelos ventos intensos e pela forte ondulação que estão a afetar a área.

Na região de Bima, na ilha de Sumbawa, as chuvas torrenciais prolongaram-se durante nove horas e provocaram graves inundações.

O nível das águas chegou até aos dois metros de altura e mais de 27.000 pessoas foram afetadas.

A agência de meteorologia indonésia está a alertar para a ocorrência de novas chuvas fortes na próxima semana em várias zonas do arquipélago, onde a estação das chuvas ocorre normalmente entre novembro e março.

No ano corrente, a Indonésia já registou 1.030 desastres naturais, incluindo sismos, inundações, deslizamentos de terra, incêndios e tornados.

Estes fenómenos extremos provocaram um total de 282 mortes, número que não inclui as vítimas registadas nestas últimas inundações.

Em Timor-Leste, país que faz fronteira com a Indonésia e igualmente afetado pelas graves condições meteorológicas, as cheias do fim de semana causaram pelo menos 27 mortos e mais de sete mil desalojados na capital, Díli, de acordo com dados avançados no domingo pelo governo deste país que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Só na capital timorense foram registados 13 mortos, entre os quais estão seis menores.

O Presidente de Timor-Leste, Francisco Guterres, classificou estas inundações como uma “grande calamidade” e afirmou que as autoridades ainda estão a trabalhar no terreno para estabelecer a verdadeira extensão dos danos e o número de vítimas.

Depois de uma noite sem chuva, a população de Díli estava hoje de madrugada num processo inicial de limpeza, com várias zonas da cidade ainda sem eletricidade.

Equipas da Proteção Civil e do governo estão no terreno para iniciar intervenções urgentes de apoio a famílias e de reparação de estragos em infraestruturas.

/ RL