A Scotland Yard divulgou, nesta segunda-feira, a identidade de dois dos três atacantes da ponte de Londres e do mercado de Borough, todos mortos pela polícia minutos depois do ataque de sábado à noite.

Tratam-se de Khuram Shazad Butt, 27 anos, nascido no Paquistão mas com cidadania britânica, e de Rachid Redouane, 30 anos, que será marroquino ou líbio (usava também o nome de Rachid Elkhdar e uma idade diferente, 25). Ambos residiam em Barking, um subúrbio da capital, onde foram detidas 12 pessoas na sequência do ataque, entretanto hoje libertadas sem acusação.

As autoridades estão, ainda, a tentar identificar o terceiro atacante.

Khuram Shazad Butt era conhecido da polícia e dos serviços secretos, mas não havia indícios de que um ataque estivesse a ser preparado, de acordo com o comunicado divulgado pela Scotland Yard. Rachid Redouane era desconhecido.

A polícia pede, agora, a quem tenha informações sobre estes dois homens que as divulgue às autoridades, que procuram definir "os seus movimentos nos dias e nas horas que precederam o ataque".

A polícia inglesa informa, ainda, que "estão em curso 500 investigações" sobre terrorismo, envolvendo "3.000 assuntos de interesse". Algumas das investigações dizem respeito a "ameaças em curso". Há, ainda, 20.000 ex-suspeitos que estão sob reavaliação.

Os serviços secretos e a polícia dizem que já travaram 18 ataques desde 2013, incluindo cinco desde o ataque de Westminster há dois meses.

Às 22:08 de sábado, uma carrinha branca alugada atropelou várias pessoas na ponte de Londres. Depois de abandonarem o veículo, três homens, armados com facas, deslocaram-se a pé para o mercado de Borough esfaqueando dezenas de pessoas pelo caminho até serem travados pela polícia. Sete pessoas morreram, 48 ficaram feridas, estando ainda 36 hospitalizadas, 18 das quais em estado crítico.

Até à data foram detidas 12 pessoas, sete mulheres e cinco homens, e realizadas buscas em seis casas, quatro no domingo e duas nesta segunda-feira. Dois dos detidos, um homem e uma mulher, acabaram por ser libertados.

Este ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico.

O Reino Unido está, desde o atentado de Manchester, em alerta máximo.