O papa Francisco, após a oração Angelus deste domingo, apelou ao "rápido e efetivo" cumprimento do pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) para um cessar fogo global, que facilite a luta contra a pandemia da doença Covid-19.

Pedindo que "se implemente de maneira efetiva e rápida para o bem das pessoas que sofrem", o papa louvou um "cessar-fogo imediato e global, que permita a paz e a segurança indispensáveis para fornecer a urgente assistência humanitária necessária.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou na quarta-feira, por unanimidade, uma resolução que pede um cessar-fogo global, uma decisão que o papa diz esperar que "seja implementada de maneira eficaz e rápida para o bem das pessoas que sofrem" e que a resolução se "torne um primeiro passo corajoso em direção a um futuro pacífico".

O texto da resolução foi aprovado após mais de três meses de negociações e visa apoiar um apelo, de contornos semelhantes, que foi feito em 23 de março pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, exigindo "um cessar imediato e abrangente das hostilidades" em todos os conflitos referenciados na agenda do Conselho de Segurança, à exceção da luta contra os grupos 'jihadistas'.

O documento também apela "a uma pausa humanitária de pelo menos 90 dias consecutivos" para facilitar a assistência internacional às populações.

A resolução aprovada é considerada a primeira posição oficial do Conselho de Segurança da ONU relacionada com a covid-19 desde o início da crise sanitária mundial.

À exceção de uma reunião realizada em 09 de abril, organizada pela Alemanha e pela Estónia (dois membros não permanentes), o Conselho tinha permanecido, até à data, quase em silêncio sobre a pandemia do novo coronavírus.

Antes da aprovação da resolução, António Guterres saudou o facto de o seu apelo para um cessar-fogo global ter sido apoiado por quase 180 países e mais de 20 grupos armados, mas reconheceu a falta de atos concretos para acabar com as hostilidades.

 A pandemia de covid-19 já provocou mais de 527 mil mortos e infetou mais de 11 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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