A partir de 19 de julho, só usa máscara em Inglaterra quem quiser, anunciou o primeiro-ministro britânico, nesta segunda-feira.

Vamos acabar com as restrições obrigatórias e permitir às pessoas que possam tomar as suas decisões informadas sobre como lidar com o vírus", afirmou Boris Johnson, em conferência de imprensa em Downing Street.

As medidas de desconfinamento anunciadas por Boris Johnson preveem, a partir da mesma data, a reabertura de todos os estabelecimentos que ainda se encontravam encerrados, nomeadamente discotecas, que podem, assim, reabrir e sem limite de capacidade.

Tal como as máscaras, chega também ao fim do distanciamento físico, que impunha um afastamento de pelo menos um metro.

Deixa, igualmente, de existir limite ao número de pessoas que se podem reunir ao ar livre (atualmente grupos de 30) ou em espaços fechados, como em casa ou em restaurantes (atualmente grupos de seis). 

Outro dos anúncios prendeu-se com a aceleração da vacinação, com o intervalo entre as duas doses da vacina da AstraZeneca a ser reduzido de 12 para oito semanas para menores de 40 anos e com a preparação de um reforço no outono para os maiores de 50 anos.

Estas regras, recorde-se, não se aplicam a Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, que têm autonomia para desenvolver os seus próprios planos de desconfinamento.

O Reino Unido registou, nas últimas 24 horas, 27.334 novos casos, um aumento de 53% entre 29 de junho e 5 de julho comparativamente à semana anterior.

Foram, ainda, registados mais nove mortes associadas à doença. 

Mais de 45 milhões de britânicos já receberam a primeira dose da vacina e mais de 33 milhões já completaram o processo de vacinação.

Desde o início da pandemia já morreram no país mais de 128.000 doentes dos 4.930.534 infetados.

No parlamento, o ministro da saúde, Sajid Javid, assumiu que os casos de covid-19 no Reino Unido "estão a subir e vão continuar a subir significativamente".

Catarina Machado