Os EUA anunciaram na quarta-feira que vão disponibilizar mais 120 milhões de dólares (108,95 milhões de euros) a países da América Latina para estes prestarem assistência humanitária aos venezuelanos que fogem da crise no seu país.

"Este financiamento adicional proporciona apoio vital, incluindo a assistência alimentar e de saúde urgente, aos venezuelanos vulneráveis na Colômbia, Equador, Brasil e em toda a região", explica um comunicado do Departamento de Estado.

O financiamento dos EUA foi anunciado em Cúcuta, cidade colombiana fronteiriça com a Venezuela, pelo subsecretário norte-americano John Sullivan e pelo chefe da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional, Mark Green, durante uma visita àquele que é o epicentro da emigração venezuelana para a Colômbia.

Em Cúcuta está também IVanka Trump, assessora da Casa Branca e filha de Donald Trump (Presidente dos EUA), no âmbito de um périplo que inclui também a Argentina e o Paraguai.

"Essa assistência eleva a contribuição dos EUA à resposta da crise regional da Venezuela a mais de 376 milhões de dólares [341,38 milhões de euros]", explica-se no documento.

Segundo os EUA, 4,3 milhões de venezuelanos abandonaram o seu país nos últimos anos devido à crise.

A Colômbia, com 1,4 milhões de venezuelanos, é o país que mais recebe migrantes do vizinho país.

Outras centenas de milhares de venezuelanos migraram para o Equador, Peru, Chile, Brasil e outros países da América do Sul.