A administração norte-americana revelou esta terça-feira que os Estados Unidos (EUA) detinham 3.750 ogivas nucleares a 30 de setembro de 2020, invertendo a decisão do ex-presidente Donald Trump de classificar os números sobre o arsenal nuclear.

Os Estados Unidos estão a divulgar novas informações desclassificadas sobre o arsenal nuclear dos EUA para atualizar as informações divulgadas em setembro de 2017", disse o Departamento de Estado num comunicado.

"A transparência sobre os arsenais dos Estados nucleares é importante para os esforços de não-proliferação e desarmamento, incluindo compromissos com o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP)", acrescentou a diplomacia norte-americana.

Desde 30 de setembro de 2017, os EUA têm continuado a modernizar o seu arsenal nuclear, desmantelando 711 ogivas, mas reduzindo o número total em apenas 72, de acordo com novos números oficiais.

As 3.750 ogivas nucleares dos EUA representam uma redução de 88% no arsenal nuclear dos EUA em relação ao seu pico de 31.255 em 1967, no auge da Guerra Fria.

O arsenal dos EUA inclui ogivas ativas (operacionais e posicionadas, ou rapidamente posicionáveis) e inativas (não operacionais e em armazenamento), mas não as chamadas ogivas descontinuadas, consideradas obsoletas. Além disso, inclui cerca de 2.000 ogivas à espera de serem desmanteladas.

Os números são conhecidos numa altura em que a administração do Presidente Joe Biden acordou com a Rússia a criação de um grupo de trabalho sobre futuras medidas de controlo de armas pelas duas maiores potências nucleares.

De acordo com o Stockholm International Peace Research Institute (Sipri), cujos números incluem as ogivas descontinuadas, a Rússia tinha 6.255 armas nucleares em janeiro de 2021, contra 5.550 dos Estados Unidos e apenas 350 da China.

Agência Lusa / AG