Uma operação contra o tráfico de droga levada a cabo pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, no Brasil, desencadeou um tiroteio intenso que terminou com 25 vítimas mortais

De acordo com o Globo1, a operação decorreu no Jacarezinho, um bairro de favelas, durante a manhã desta quinta-feira. Sabe-se também que entre os mortos está um agente que foi baleado na cabeça, todos os outros são suspeitos. Outros dois polícias ficaram feridos. 

Houve pelo menos dois passageiros que se encontravam no interior de uma carruagem de metro, numa estação ali perto, que foram atingidos, depois da bala ter destruído o vidro da composição. Um deles ficou ferido no braço e foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, enquanto o outro foi encaminhdo para o Hospital Municipal Salgado Filho, com vários ferimentos provocados pelos estilhaços do vidro. 

Aos meios de comunicação locais, os moradores contaram que não conseguiam sair de casa e ouviram vários disparos e explosões. Houve dois pontos de vacinação contra a covid-19 que tiveram de ser encerrados. 

Segundo o Globo1, que cita informações do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense e da plataforma Fogo Cruzado, esta foi a operação policial com mais vítimas mortais da história do Rio de Janeiro

 Fonte: G1

Peritos de segurança pública consultados pela agência espanhola EFE defendem que este incidente acabou por ser uma "operação de vingança" após a morte de um dos agentes.

A Polícia Civil, que deve usar inteligência e planeamento, foi a autora desse massacre ao matar mais de 20 pessoas numa operação, numa ação desastrosa que foi realizada com o objetivo de desmantelar quadrilhas de jovens que assaltavam transportes públicos, mas isso se transformou numa operação de vingança, uma operação de matança”, disse à EFE a coordenadora da Rede de Observatórios de Segurança Pública, Silvia Ramos.

Desde junho do ano passado que o Supremo Tribunal Federal suspendeu este tipo de ações em favelas durante a pandemia, salvo "hipóteses absolutamente excepcionais". Significa isto que o Ministério Público tem de ser previamente avisado do motivo destas operações antes delas acontecerem. 

A desta quinta-feira, intitulada de Operação Exceptis, tinha como objetivo combater grupos armados de traficantes de drogas que estariam a aliciar crianças para o crime.

Cláudia Évora / Notícia atualizada às 23:40