O candidato Carlos Vila Nova foi eleito Presidente de São Tomé e Príncipe, à segunda volta, com 57,54%, com um total de 45.481 votos, indicam resultados provisórios hoje divulgados pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN).

“Com o anúncio dos resultados preliminares, eu venci estas eleições de uma forma clara e este resultado permite-me considerar-me como Presidente eleito”, afirmou, recebendo aplausos de dezenas de apoiantes que se concentraram na sede de campanha, na noite de domingo para hoje, em Santarém, arredores da capital são-tomense.

De acordo com os mesmos dados, o outro candidato na segunda volta, realizada este domingo, Guilherme Posser da Costa obteve 42,46% da votação, com um total de 33.557 votos.

A abstenção foi de 34,68%, superior à da primeira volta, em 18 de julho, que se situou nos 31,6%.

Os dados provisórios foram anunciados hoje, às 03:00 (04:00 em Lisboa), pelo presidente da CEN, Fernando Maquengo, na sede deste organismo, na capital são-tomense.

 O candidato às presidenciais são-tomenses Carlos Vila Nova, que reivindicou vitória na segunda volta realizada este domingo, identificou hoje a pacificação social como “uma das principais tarefas”.

“Eu considero uma das principais tarefas do Presidente eleito; ao ser empossado Presidente da República de São Tomé e Príncipe, terei pela frente a pacificação da sociedade são-tomense, que se encontra fraturada”, declarou.

Nos últimos anos lamentavelmente temos vivido uma política de ódio, de perseguição, de separação e de exclusão. E eu sempre disse que é preciso combater esses males. Esses males são os meus inimigos”, disse Vila Nova, que foi apoiado pela Ação Democrática Independente (ADI, oposição).

Questionado se já falou com Posser da Costa, disse que não, mas adiantou que tem recebido “muitas felicitações de muitos quadrantes políticos internamente e também alguns internacionais”.

 “Eu não tenho adversários que possa considerar inimigos. Eles todos, para mim, são elementos saudáveis na construção do meu país. Teremos, sempre que necessário, razões de diálogo, um diálogo positivo para nós ultrapassarmos as questões sejam elas quais forem para o bem de São Tomé e Príncipe”, acrescentou.

Vila Nova comprometeu-se a não dar lugar, na sua magistratura, a “esses males, que sejam de motivação política ou de outra”.

Tudo farei para ter o meu povo cada vez mais unido pacificado e uma sociedade inclusiva”, salientou.

Na declaração, agradeceu aos são-tomenses “pelo civismo e pela forma ordeira como participaram neste ato eleitoral” e “pela confiança que depositaram” na sua candidatura.

“Aguardaremos com serenidade necessária para vermos os desenvolvimentos nos próximos dias até à confirmação desses mesmos resultados e que depois todas as ações relativas à função sejam então executadas e desenvolvidas também serenamente”, referiu.

Vila Nova afirmou-se “honrado” por ter sido eleito e também “preparado”.

“Vamos então começar a arregaçar as mangas e começar a olhar para o futuro. O futuro faz-se com trabalho”, adiantou.

/ MJC