O Congresso brasileiro, formado pela Câmara dos Deputados (câmara baixa) e o Senado (câmara alta), vai ficar mais fragmentado no próximo ano, quando os parlamentares eleitos no domingo tomarem posse.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na câmara baixa o número de partidos com deputados eleitos passou de 25, na atual legislatura, para 30 a partir de 2019.

O Partido dos Trabalhadores (PT) teve o maior número de deputados eleitos, no entanto, a bancada caiu de 61 para 56 parlamentares.

Em seguida surge o Partido Social Liberal (PSL), cujo crescimento acompanha a votação do candidato de extrema-direita à presidência do Brasil Jair Bolsonaro, tendo passado de oito para 52 deputados eleitos.

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) foram as formações que mais perderam representantes na câmara baixa, já que as bancadas passaram de 49 para 29, e de 51 para 33 deputados, respetivamente.

No Senado, o número de partidos com representação parlamentar passou de 16 para 21, com a eleição de novos senadores pelo Partido Social Liberal (PSL), Partido Republicano da Ordem Social (Pros), Solidariedade, Partido Republicano Progressista (PRP) e o Partido Humanista da Solidariedade (PHS), até aqui sem representação na câmara alta do Congresso brasileiro.

A maior bancada do Senado vai continuar a ser a do MDB, mas o número de representantes deste partido teve uma redução significativa. Até o final desta legislatura, o MDB tem 18 assentos, mas no próximo ano vai passar a ter 11 senadores.

Romero Jucá, Eunício Oliveira e Edson Lobão, três aliados do MDB do Governo do Presidente Michel Temer, não conseguiram ser reeleitos.

A segunda maior bancada do Senado é, depois das eleições de domingo, a do PSDB, que ainda assim passou de 12 para oito senadores.

A maior perda, porém, foi registada pelo PT, que tinha 12 senadores e vai ficar com apenas seis em 2019.

A ex-presidente Dilma Rousseff e o candidato Eduardo Suplicy, que lideravam sondagens de intenções de voto, foram derrotados e não conseguiram um assento no Senado.

Nestas eleições destacam-se os partidos Rede Sustentabilidade, que tinha um senador e vai ficar com cinco no próximo ano, o PSL, que não tinha nenhum representante e vai conquistou quatro lugares, e o Democratas, que elegeu quatro novos nomes e terá no próximo ano uma bancada de sete membros.