Um antigo guarda nazi de um campo de concentração, que foi a pessoa mais idosa a ser acusada de crimes de cumplicidade com a morte de milhares de prisioneiros, disse esta sexta-feira, em julgamento, que não era culpado.

O suspeito, cujo nome foi apenas revelado como Josef S. disse que era "inocente", de acordo com a AFP. O homem terá alegadamente trabalhado no campo de concentração de Sachsenhausen, perto de Berlim, entre 1942 e 1945, como membro das forças paramilitares do partido nazi.

Quando questionado o seu trabalho no campo de concentração, Josef insistiu que "não sabe nada" sobre o que aconteceu e reiterou que não fez "absolutamente nada".

O antigo guarda do campo de extermínio foi conduzido esta quinta-feira a um ginásio especialmente adaptado em prisão na cidade de Brandenburg an der Havel, onde o julgamento teve início. 

Entre 1936 e 1945, aquele campo de concentração recebeu mais de 200 mil prisioneiros e dezenas de milhares acabaram por morrer à fome, por doenças ou maus-tratos. O número não é exato, mas estima-se que terão morrido entre 40 mil a 100 mil pessoas.

Na abertura da sessão de julgamento, o advogado do centenário frisou que o suspeito não fará comentários acerca daquele período.

As autoridades alemãs consideram que, apesar da sua idade avançada, o suspeito está apto o suficiente para ser julgado, mas acrescentam que, neste contexto, o número de horas de julgamento terá de ser limitado.