O antigo líder de uma das maiores organizações de crime organizado em Nova Iorque, Carmine Persico, morreu aos 85 anos, depois de ter cumprido 33 anos de uma pena de 139 anos de prisão, informou este sábado o seu advogado.

Citado por vários media internacionais, o advogado referiu que Carmine Persico morreu na quinta-feira num hospital no Estado norte-americano da Carolina do Norte na sequência de complicações relacionadas com diabetes.

Antigo líder da “família” Colombo, uma das cinco "famílias" da máfia italo-americana de Nova Iorque nas décadas de 1970 e 1980, Persico, que era conhecido como “Serpente” e “Junior", foi condenado em 1986 a uma pena de 139 anos de prisão.

Nos últimos anos, Carmine Persico estava detido na prisão de Butner, no Estado da Carolina do Norte. Informações apontam que terá continuado a gerir a organização a partir da prisão.

Persico nasceu em 1933 no bairro nova-iorquino de Brooklyn e foi detido pela primeira vez aos 17 anos ao ter sido acusado de homicídio, segundo o diário norte-americano The New York Times.

O antigo procurador Edward A. McDonald, que chefiou uma unidade do Departamento de Justiça que investigou a máfia nos anos 70 e 80, considerou Persico como uma das figuras “mais fascinantes” do mundo do crime organizado.

Era uma lenda aos 17 anos de idade, e mais tarde como chefe da máfia, tornou-se um herói popular em certas áreas de Brooklyn”, referiu Edward A. McDonald, em declarações ao The New York Times.

Segundo o testemunho de um agente da polícia federal norte-americana (FBI), Persico foi um dos chefes das cinco famílias da máfia nova-iorquina que discutiram, em 1986, o possível assassínio do então procurador federal Rudolph Giuliani (antigo presidente da câmara de Nova Iorque e atual advogado do Presidente norte-americano Donald Trump).

Foi nesse mesmo ano que um processo considerado como histórico, liderado por Rudy Giuliani, levou à prisão de Persico.