O Programa Alimentar Mundial, da Organização das Nações Unidas (ONU), venceu esta sexta-feira o Prémio Nobel da Paz 2020, anunciou o Comité Nobel Noruguês.

O prémio foi atribuído ao Programa pelos seus esforços para combater a fome, a sua contribuição para melhorar as condições para a paz em áreas atingidas por conflitos e por agir como uma força mobilizadora nos esforços para impedir que a fome se torne arma de guerra. 

 

O anúncio foi feito em Oslo pela presidente do comité, Berit Reiss-Andersen. A lista de candidatos da edição de 2020 do Nobel da Paz tinha 211 pessoas e 107 organizações.

O Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas recebeu com orgulho a notícia da sua distinção com o Prémio Nobel da Paz, disse um porta-voz da organização momentos após o anúncio do Comité Nobel Norueguês.

É um momento de orgulho", disse Tomson Phiri numa conferência de imprensa regular em Genebra, pouco após saber em direto que a sua organização tinha sido distinguida.

Uma das belezas das atividades do PAM é que não só fornecemos alimentos para hoje e amanhã, mas também damos às pessoas os conhecimentos necessários para se proverem nos dias que se seguem", disse o porta-voz.

O Prémio Nobel da Paz foi hoje atribuído ao PAM pelos esforços para combater a fome e para melhorar as condições para a paz em zonas de conflito, anunciou o Comité Nobel Norueguês.

É a 12.ª vez  que uma instituição ou personalidade associada à Organização das Nações Unidas (ONU), criada em 1945, é distinguida com o Nobel da Paz.

“Portugal felicita o Programa Alimentar Mundial @WFP pela atribuição do Prémio #Nobel da #Paz, reconhecimento do extraordinário trabalho no combate à fome, de prevenção do seu uso como arma de guerra e da importância da solidariedade internacional no atual contexto mundial”, lê-se numa mensagem publicada no Twitter pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. 

Também o Presidente da República considerou que a atribuição do Prémio Nobel da Paz ao Programa Alimentar Mundial, das Nações Unidas, é um reconhecimento “justo e necessário”, mas também um apelo aos mais ricos.

Em Braga, à margem de uma visita ao hospital local, Marcelo deixou ainda uma “palavra especial” ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, por ter sabido olhar para as populações que mais sofrem em termos de fome e de miséria” e reforçar o apoio às mesmas.

Este reconhecimento mundial é justo, necessário e um apelo a todos, a começar pelos mais ricos - mais ricos países, mais ricos pessoas, mais ricos instituições -, que têm de contribuir muitíssimo mais para os mais pobres, dependentes e explorados por todo o mundo”, referiu.

 

/ BC