Os novos casos de Covid-19 duplicaram em Espanha, alcançando os 167 nas últimas 24 horas, enquanto o número total de mortes continua sem ser atualizado há quatro dias, mantendo-se nos 27.136.

Segundo o Ministério da Saúde espanhol, o total de óbitos continua sem alteração à espera que as comunidades autónomas comuniquem a revisão dos seus dados.

De acordo com as autoridades sanitárias do país, 40 pessoas morreram nos últimos sete dias, um número que tem vindo a baixar.

Segundo os números divulgados, com os 167 novos casos diagnosticados com o teste PCR o total de infetados ascende, agora, a 242.280 desde o início da pandemia.

Os dados diários indicam ainda que já passaram pelos hospitais 124.479 pessoas com a doença, tendo dado entrada na última semana 139.

Os serviços sanitários espanhóis recebem diariamente os números notificados pelas 17 comunidades autónomas do país que também fazem acertos em relação aos comunicados nos dias anteriores, o que tem levado a discrepâncias nos totais apresentados.

“A validação individual dos casos está em curso, pelo que pode haver discrepâncias em relação à notificação agregada dos dias anteriores”, avisam os serviços sanitários espanhóis.

A pandemia de Covid-19 já causou mais de 411 mil mortos e infetou mais de 7,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (112.006) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,9 milhões).

Seguem-se Reino Unido (41.128 mortos, mais de 289 mil casos), Brasil (38.406 mortes, quase 740 mil casos), Itália (34.043 mortos, mais de 235 mil casos), França (29.296 mortos, mais de 191 mil casos) e Espanha (27.136 mortos, quase 242 mil casos).

Espanha aprova rendimento mínimo garantido para 850.000 famílias

O parlamento espanhol aprovou hoje a criação do rendimento mínimo garantido, que vai aliviar a situação de pobreza extrema de 2,3 milhões de pessoas em 850.000 famílias, através de uma transferência mensal entre 461 e 1.015 euros.

A proposta do governo de esquerda espanhol teve o apoio de uma ampla maioria da assembleia, tendo 297 deputados votado a favor e 52 abstiveram-se, os do partido de extrema-direita Vox.

A maior formação da oposição, o Partido Popular (direita), apoiou a medida que reivindicou ser da sua autoria, visto já estar a ser aplicada a nível das comunidades autónomas da Galiza e de Castela e Leão, que governa.

O rendimento mínimo garantido fazia parte do acordo da coligação minoritária entre o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e o Unidas Podemos (extrema-esquerda), que decidiram apressar a sua aprovação na sequência da crise económica e social criada pela pandemia de Covid-19.

O Cidadãos (direita liberal) assegurou desde o início que iria votar a favor, considerando que se trata de um rendimento "absolutamente necessário" face à atual crise económica.

A medida que começará a ser paga a partir de 26 de junho a 76.000 agregados familiares com 255.000 pessoas, metade das quais crianças, estabelece um limiar de rendimento mínimo garantido para cada tipo de agregado familiar.

A ajuda é dada em função do número de membros de uma família, começando em 461,5 euros por mês (12 prestações) para um adulto e aumenta em 139 euros por mês para cada pessoa adicional, adulto ou criança, até um máximo de 1.015,3 euros.

Também está previsto um suplemento adicional de 100 euros para situações de famílias monoparentais.

Madrid estima que o novo instrumento vai custar três mil milhões de euros por ano e prevê-se que a medida vai acrescentar uma décima ao défice público deste ano, que se estima entre 11,1 e 14,0% do PIB.

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